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Doce
amigo
 
Meu doce
amigo
Amigo intenso
Cúmplice de meus
sofrimentos
Parceiro de minhas
alegrias
Companheiro de torcida
Nos jogos do futebol da
vida,
Aguardo seu retorno
Oro por ti, pelo teu
refazimento
Porque valente tenho
certeza de que
és
E não há de
ser a morte a levar-te de
mim
ou da amada
que acompanha
teus passos
e te protege
como se leoa fosse a
defender sua cria.
 
O corpo é
frágil,
Eu bem o
sei,
mas também sei da coragem que tens,
da vontade que te
prende à vida,
das preces que tua
amada tece
dia e noite
perto ou distante
de ti.
 
Apressa-te,
Lute,
Retorne breve
Ao aconchego dos que te
querem bem .
Aos braços
da mulher que por ti tem
orado,
Por tua paz,
por tua vida.
 
Ainda muito tens o que
fazer aqui.
Tua missão de longe sequer chegou ao fim.
 
Ainda temos que jantar
juntos, te lembras?
Tu prometeste, não
podes me deixar.
 
Não há saudades
maiores a sentir-se
Do que aquelas por quem
nunca se
viu
E nem desejo maior a ver
realizar-se
Do que poder sentir o
alongar-se o tempo
O estenderem-se os
fios
Que finos
Quase invisíveis
Prendem um homem
À luta pela vida.
 
A vida tênue desfia frente a teus olhos
Teus medos,
tuas inseguranças.
 
Não temas.
 
Sinto-te valente nas
lutas, nas batalhas
Nas dores
Que teu corpo enfrenta
E supera.
 
Ande , meu bom e doce
amigo
Aguardo ansiosa
A hora de abraçar-te e
te dizer :
Foste valente!
Venceste!
A vida te pertence!
Junte-se a nós!
 
Monique
17/11/04
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