|
MORFEU Abro a porta do
quarto, afobada e afoita à procura do corpo que aquecerá o meu. Nada
vejo, nada há. Só um vazio imenso Preenchendo-me a
cama. Este vazio tem um
nome: Nome de divindade, etéreo invisível e constante que me acarinha e adormece. Convenço-me numa fração de
segundos de que espaço não
tem nome. Vazio é uma questão
de física e não de físico. Vou ao leito
encontrar-me com os sonhos Aconchegar-me nos braços
de Morfeu fiel companheiro de
todas as noites, amigo calado, secreto, completo. Somos fieis um ao
outro. Juramo-nos amor
eterno e cumprimos nosso
trato embora me traia com
todas e todos, volúvel e
insatisfeito, todas as noites de
minha vida. Sou-lhe fiel mesmo
assim Não posso dormir sem
ele. Ele embala-me o sono. Povoa-me os sonhos de presente,passado e
futuro como se futuro,
passado fosse e passado sequer
tivesse existido. Monique ( 10/04/2005)
|