Recordar-te-ás de mim
Quando, no conchego do teu sono,
Reviveres os momentos mais felizes de tua vida?
E desejarás recompô-los novamente
Como se fossem as pétalas
De uma preciosa rosa, pelo vento, desfolhada?
Sentirás a minha falta
Quando, inoportunamente, estiveres
Nos lugares onde desfrutamos do nosso amor?
E desejarás falar com os objetos,
Testemunhas, inadvertidas,
Daqueles doces momentos?
Pararás para ouvires enternecida
O “Poema” que musicou
O nosso primeiro ato sexual?
E te esforçarás para absorver,
Com a mesma impetuosidade,
Aquelas indizíveis sensações?
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Recordar-te-ás, certamente,
Mas sem a mesma intensidade
Das minhas recordações.
César Cantu
Década 80
Revisão 04.01.99
19:30 h (AMN)