RECORDAR-TE-ÁS?
 

Recordar-te-ás de mim

Quando, no conchego do teu sono,

Reviveres os momentos mais felizes de tua vida?

E desejarás recompô-los novamente

Como se fossem as pétalas

De uma preciosa rosa, pelo vento, desfolhada?

Sentirás a minha falta

Quando, inoportunamente, estiveres

Nos lugares onde desfrutamos do nosso amor?

E desejarás falar com os objetos,

Testemunhas, inadvertidas,

Daqueles doces momentos?

Pararás para ouvires enternecida

O “Poema” que musicou

O nosso primeiro ato sexual?

E te esforçarás para absorver,

Com a mesma impetuosidade,

Aquelas indizíveis sensações?

..................................................

Recordar-te-ás, certamente,

Mas sem a mesma intensidade

Das minhas recordações.

                             César Cantu            

 

Década 80

                     Revisão 04.01.99

                      19:30 h (AMN)

             

                                  

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