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O
tempo, que eu julgava Cruel e imparcial Chorou Entristecido Sentiu pena de
mim. Lembrou-me a tarde única Em que nos encontramos Num momento marcado Como desconhecidos. E sem que percebêssemos Este tempo apressado Deu o sinal de
que tinhas de ir. Nem tínhamos começado a
contar nossa história, a
falar de nós e de
nossos anseios, Mas era
hora, tinhas de partir! Pousaste um beijo furtivo Em minha face rubra Que de um beijo teu queria muito mais E os meus lábios
Que esperavam os
teus Ficaram a te
sorrir Vazios e solitários. Da espera demorada Havia a volta
certa, retornaria, disseste e me encontrarias. Nunca mais meus olhos
leram os teus escritos ou viram o teu
rosto. Passaram meses, Quase passou-se o
ano e eu paciente com tempo a esperar Tempo esgotou-se, No dia escrito Nada te trouxe
a mim. Esqueça! Me disse o coração
ferido. Ele se foi Não voltará!
Chronos, deus impassível das horas e do tempo que tudo tem reservado Como a cada um
cabe, Numa noite
qualquer Sem me lembrar de ti Fez-te surgir frente a meus olhos turvos Já esquecidos
de te haver visto. Era teu
nome Que em verde ali
estava E eu sorria ao teu sorriso aberto, Jogava-me em teus braços, ao teu encontro, Como se frente à
frente pudéssemos estar. Eu te via
ali Te lia Te olhava! Abracei-te carinhosamente, Olhei teu olhos Marejados e tristes Por conta de um
amor Que mal se acabara!
E pouco me importando Se outra havia estado Olhando o teu sorriso Ou beijando teus lábios, Tomei-te em meus braços, Cabeça sobre meu peito Para que descansasses Das mágoas por
que passaras . Venha ! Descanse e adormeça, Que vou
te proteger E vou cuidar De te
fazer sorrir De te trazer a paz De te dar o carinho Do qual Se fosses esperto Nunca terias fugido! Monique (03/10/2004) |