Amanhã,

Que é outro dia,

Quando o sol tiver nascido novamente

E meus olhos tiverem-se aberto para a luz,

Passados os temores da noite,

Da escuridão,

Dos medos.

Amanhã,

Quando os pesadelos tiverem sumido

E a paz existir novamente,

 

Amanhã  então,

Eu lhe falarei das flores do meu jardim,

Das horas do meu dia,

Dos anseios do meu coração.

 

Colocarei,

Em linhas tênues, quase indeléveis,

Vestígios de meus pensamentos,

Trilhas e labirintos de minhas idéias,

Histórias com meio e fim,

Sem começo.

No desejo de em ordem colocar

O que há tanto tempo

Encontra-se confuso.

 

Amanhã,

Quando a lua tiver-se deitado

E o sol ocupar as alturas dos céus

Abrirei minhas asas ao vento

Para falar das coisas

Que tenho guardadas em mim.

 

Direi

Dos contos de fadas

Das histórias de gigantes e gnomos

Dos mocinhos e bandidos

Que povoaram minhas noites e sonhos

 

Amanhã,

Quando eu de novo acordar para a vida

Escreverei histórias

Escreverei poemas

Mas amanhã.......

Só amanhã.

Porque hoje....

Hoje.....

Não dá!

 

Monique

(Julho/2005)

 

 

 

 

Envie essa página a um amigo

Seu Nome:
Seu E-mail:
Nome do Amigo
E-mail do Amigo:
Digite uma mensagem para seu amigo