Venham de onde vierem,
Façam o que bem desejarem.
Poderão, talvez,
calar minha voz,
abafar meus gritos
cegar os meus olhos.
Minhas raízes,no entanto,
Jamais arrancarão.
Pois sou madeira de lei
e não me curvo
a um vento qualquer.
Venham quantos vierem
Quando
e como bem almejarem.
Tentarão, talvez
Oprimir o meu peito,
Tentar me possuir,
Violentar-me o corpo
Arrancar-me a pele.
Minha seiva, no entanto,
jamais possuirão.
Pois sou madeira de lei
E não sacio a fome
de um faminto qualquer.
Venham como vierem,
armados até os dentes.
Carabinas nas mãos,
Canivetes nos bolsos
Chicotes em punho.
Sangrarão minha carne
mas nunca me impedirão
........de pensar!
Monique
16/04/2005
Formatado por Monique